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Psicoterapia Corporal Integrativa

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HISTÓRIA

A história das psicoterapias começa com a hipnose, praticada desde antes de Cristo, onde o transe, a catarse e a sugestão eram a base dos tratamentos das perturbações psíquicas entendidas como possessões externas ao eu.

Sigmund Freud descobriu a importância da elaboração dos traumas e fantasias inconscientes no processo de cura, acrescentando o aspecto analítico , que se dá pela transferência vivida na relação paciente/terapeuta.

Wilhelm Reich (foto) entrou para o movimento psicanalítico em 1919, quando ainda era um jovem estudante de Medicina interessado na sexualidade. Sua investigação do inconsciente nos pacientes que atendia era seguida de uma forte preocupação com a sociedade e a forma conflitante das relações sociais de sua época. Diante da profunda ausência de felicidade, típica da vida moderna, e ainda atual, Reich via nos excessos da educação repressiva, que priva o homem de se realizar amorosa e sexualmente, a principal causa do sofrimento. Com o sentimento de separação da natureza que se apóia no encouraçamento biofísico , notado nas diversas manifestações clínicas, há o incremento da angústia, devido à impossibilidade de se regular energeticamente pelo amor sem culpa.

Suas posições estavam de acordo com as idéias iniciais de Freud sobre a importância da genitalidade no processo de amadurecimento psíquico, o que o levou a buscar compreender de que forma o inconsciente se manifesta no corpo, de onde extrai sua fonte de energia para sustentar o caráter neurótico e os conflitos emocionais. A psicanálise evoluiu desde Freud, recebendo importantes contribuições que influenciaram tanto o método quanto a teoria, vindas de autores como: Sandor Ferenckzi, Melaine Flein, Donald Winnicott, Jaques Lacan e muitos outros. Assim como o pensamento reichiano, que evoluiu desde a clínica psicanalítica, com ênfase na análise do caráter, passando pela vegetoterapia caractero-analítica e, com a descoberta experimental da energia biológica, passou a ser chamada de orgonoterapia, nome derivado de orgonomia, como Reich chamou a ciência que estuda a energia vital que está na base dos processos psíquicos e somáticos. Seu raciocínio difere do de Freud, pois, uma vez constatada a existência de tal energia, não era mais possível pensar o psiquismo sem levar em consideração que toda a atividade psíquica e/ou é somática é regida pelas funções energéticas de base, tema que será melhor definido no artigo sobre pensamento funcional.

Como a maneira de pensar reichiana remete a outro paradigma, distinto do psicanalítico, pouco conhecido e geralmente mal divulgado, sua obra recebeu importantes contribuições de seus discípulos, cujas tendências divergiam em várias direções. Enquanto uns procuraram manter-se coerentes com posicionamento científico de Reich, outros seguiram suas próprias tendências, apoiadas em suas crenças pessoais e naquilo que observavam em seus clientes . Podemos dizer que a psicoterapia corporal de desenvolveu mais do que a ciência orgonômica, pois essa era o interesse maior daqueles que se aproximavam de Reich. E também que tal estudo presume enveredar pelos caminhos da Física, Biologia e, atualmente, das neurociências, cujos estudos em muito reafirmam as posições defendidas por Reich. Várias escolas foram surgindo e dando, cada qual a seu modo, contribuições para ampliar os recursos clínicos desta abordagem – tão polêmica quanto incompreendida e, muitas vezes, mal tratada por aqueles que nela se frustraram. Entre seus principais colaboradores, está o American College of Orgonomy , com seus pesquisadores, entre os quais se destacaram Charles Konia, Bárbara Koopmann e Elsworth F. Baker. Além desses, desenvolvendo-se de modo independente, é possível encontrar muitos de seus ex-alunos e colaboradores que fundaram suas próprias escolas, tais como Ola Raknes e Frederico Navarro (Vegetoterapia Caractero-Analítica); Alexander Lowen (Bioenergética); John Pierrakos (Core Energetic); David Boadella (Biossíntese); Gerda Boysen (Biodinâmica), entre outros.

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Palavra versus Corpo

wilheim-reich-corpo-somatica-psicoterapiacorporalPodemos dizer que, no universo das psicoterapias, há cinco grandes tendências que definem não só o corpo teórico quanto também o perfil dos processos e dos que os empregam.

Na primeira fila, estão as escolas que dão importância ao inconsciente, tais como a Psicanálise, Gestalterapia, Hipnoterapia e Psicodrama. Na segunda fila, estão as escolas humanistas, que dão importância ao sentido da existência. Na terceira, estão os comportamentais, que visam o indivíduo em sua relação com o mundo (adaptação). Esses se definem como cognitivo-comportamentais. E na quarta estão as terapias familiares, que se interessam pela comunicação desde os padrões estabelecidos no aprendizado das relações familiares. Já as terapias corporais, onde temos como origem a Psicanálise, desde Reich, é possível situar o universo das psicoterapias corporais como uma quinta tendência que se serve das outras, uma vez que não é possível referir-se ao indivíduo sem levar em consideração suas necessidades adaptativas, sua atividade anímica inconsciente, suas relações familiares estruturantes, o sentido que se dá à sua existência e o corpo em sua funcionalidade físico-química, emocional e energética.

Enquanto metodologia, cada uma dessas escolas emprega procedimentos que põem a palavra em primeiro lugar. Na psicanálise, espera-se que o inconsciente se manifeste pela associação livre de palavras, desde que faça emergir os afetos nela contidos. Nas abordagens que empregam a dramatização, é necessário que o sujeito fale, assumindo seus papéis. Já as terapias corporais trouxeram uma outra forma de ver a palavra, uma vez que a fala e o comportamento se modificam à medida que a percepção e os desbloqueios das sensações e sentimentos reprimidos acontecem. Em verdade, se o sujeito tiver tendência a usar defesas intelectuais, sua fala terá mais uma conotação defensiva e de resistência ao processo. Tal problema levou alguns terapeutas corporais ao exagero de tratarem a fala, durante a terapia, com desdém, deixando, portanto, de considerar o seu valor no processo de elaboração de conflitos, que podem emergir juntamente com a experiência das técnicas corporais.

A dificuldade de se entender o real valor da fala levou também algumas escolas de psicoterapia corporal a não se desenvolverem no sentido de ampliar recursos que permitam que o conflito seja ressignificado e não somente descarregado energeticamente.

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Workshop O Amor e Suas Vicissitudes – 2018

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“Não me ame pela beleza; pois um dia ela se acaba.
Não me ame por admiração, pois um dia você se decepciona.
Ame apenas…
Pois o tempo nunca pode acabar um Amor sem explicação!”
(Madre Tereza de Calcutá)

O Workshop

É um caminho teórico-vivencial. Trata-se de dar um voto de confiança à natureza amorosa que jaz encolhida em nosso cerne biológico. Isso que está para além do amor objetal.

Trata-se do amor que emerge da liberação das negatividades geradas pelo medo da invasão, da perda, do abandono, pelo ciúme, inveja e desconfianças que agem como bloqueadores em nossos cérebros, cerceando nossa confiança naquilo que é natural em nós. Vide os bebês bem atendidos em suas necessidades. São lindos porque o amor flui naturalmente de dentro deles, o que as mães sentem e traduzem como gratidão.

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