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Traumatologia

estresse-traumatico-somatica-psicoterapiaDesde a inclusão do Transtorno do Estresse Pós Traumático (TEPT) no DSM III, em 1980, quando, então, essa patologia passou a ser reconhecida, diversas pesquisas em teoria e técnica foram estimuladas e esse termo vem sendo empregado na Psicologia e na Psiquiatria para definir um tipo específico de estudo em relação ao trauma e ao seu desdobramento psicológico, fisiológico e social.

Embora esse termo também seja usado na medicina para se referir aos traumas ortopédicos, cirúrgicos, entre outros, na Psicologia e na Psiquiatria, seu emprego remete ao estudo das patologias decorrentes do trauma não resolvido. Aí encontramos os Transtornos Dissociativos, de Ansiedade e alguns Transtornos de Personalidade e as Somatizações, onde o trauma desempenha papel preponderante em sua constituição. Estudiosos como Peter Levine consideram não somente os traumas de choque, mas levam em consideração também os traumas de desenvolvimento, que são os decorrentes dos choques sofridos na infância, onde cabem tanto as quedas, cirurgias, entre outros, quanto os choques causados pelos pais ou outros protetores, e as deficiências na formação dos vínculos parentais estruturantes. Isso demonstra também que a importância do trauma na Psicologia e na Psiquiatria vara de tempos em tempos.

Com Sigmund Freud, o criador da Psicanálise, o foco passou do evento traumático real para a fantasia e para o conflito inerente, resultando num certo desinteresse pela ferida traumática em si. Diversos estudos com ex-combatentes e com vítimas de abuso demonstram que a fantasia e o conflito são tão importantes quanto a lembrança traumática (real). Nossa abordagem pretende dar conta de ambos os lados da questão, aprofundando e ampliando o efeito terapêutico tanto no nível fisiológico quanto no nível psíquico.

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Psicoterapia Somática do Trauma

trauma-somatica-psicoterapiacorporalA Psicoterapia Somática do Trauma (PSTr) é uma abordagem focal, criada exclusivamente para tratar portadores de TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) e demais patologias associadas a trauma, tais como Pânico, Fobias e Ansiedades em geral.

Essa psicoterapia compreende o manejo de técnicas relacionadas com as funções corporais estudadas na Orgonoterapia, que possibilitam o desbloqueio do segmento ocular, importante para a elaboração das memórias traumáticas e o desbloqueio do segmento diafragmático, importante para a descarga e reorganização fisiológica da energia contida em tais memórias. O bloqueio desse segmento também está relacionado ao estresse crônico, que leva à fadiga e à dissociação. Suas intervenções consistem em: aliança terapêutica, movimentos oculares, consciência das sensações corporais, respiração, posturas, manipulação direta de pontos específicos de bloqueio energético e intervenções psicológicas. É uma síntese dos procedimentos empregados na Orgonoterapia com contribuições do EMDR – Eye Movement Desensitization and Reprocessing e da SE – Somatic Experiencing. Visa desativar as memórias traumáticas carregadas energeticamente e possibilitar a ressignificação de crenças e valores inadequados que geralmente acompanham tais memórias e afetam a auto-estima e o desempenho do sujeito. É uma abordagem suave e eficaz, pois trabalha no ritmo de cada um evitando as inundações emocionais que, em alto grau, podem levar à retraumatização.

É possível dar conta dos sintomas em um número significativamente baixo de sessões – entre 12 e 20, possibilitando maior adaptabilidade e funcionalidade, o que deixa o cliente livre para escolher entre terminar sua terapia ao fim dessa etapa ou seguir se aprofundando no autoconhecimento e se desbloqueando energeticamente, conforme a proposta da Orgonoterapia. Antes que tal forma de abordar seja oferecida, o cliente tem de passar por uma avaliação diagnóstica a fim de saber se lhe é adequado tratar uma lembrança traumática desse modo ou se será necessário um tratamento de maior duração, envolvendo sua personalidade e seus bloqueios energéticos como um todo. Muitas vezes um problema aparentemente simples está dominando muitas áreas da vida e requer muitas intervenções e tempo de elaborar.

CONCLUSÃO
A Psicoterapia Corporal Integrativa é, portanto, um estudo teórico e técnico para a construção de uma abordagem apropriada a cada caso individual, que se emprega associada ao desbloqueio energético propiciador de descargas e reorganizações fisiológicas que incrementam a capacidade natural e própria de cada sujeito para o prazer de viver livre de amarras e travas desnecessárias. Suas fontes são: a Psicanálise contemporânea, mais especificamente as escolas das relações objetais e intersubjetivas; a Orgonoterapia desenvolvida por Reich e acrescida de elementos técnicos e teóricos posteriormente desenvolvidos por Jorge Stolkiner, que lidera um movimento chamado de Open-Orgonomy; a Hipnoterapia, que muito evoluiu com as estratégias clínicas de Milton Erickson, oferecendo, ainda recursos tais como Ego States Therapy para tratar dissociação; e a Traumatologia, que nos oferece pesquisas recentes sobre os efeitos do trauma na fisiologia e no psiquismo, proporcionando o emprego de recursos técnicos, tais como EMDR – Eye Movement Desensitization and Reprocessing* (Francine Shapiro) e SE – Somatic Experiencing * (Peter Levine).