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Angústia e prazer: saindo do labirinto emocional

Angústia e prazer: parte IV – Saindo do labirinto emocional. Na próxima live (ao vivo), quinta-feira, às 11h no Instagram, abordaremos recursos corporais para o enfrentamento de crises.


De acordo com a teoria reichiana de caráter e formação de couraças, somos todos dotados pela natureza da capacidade de enfrentar o perigo e procurar soluções para garantir a sobrevivência. Através da consciência das sensações corporais, podemos encontrar recursos para enfrentar as ameaças que a vida nos impõe. Uma vez conscientes da maneira como reagimos encontramos também meios de conciliação interna entre as partes em conflito, o que nos torna mais calmos e equilibrados no modo de enfrentar o perigo. No entanto, devido às deficiências na formação da personalidade, a maioria de nós tende a se retraumatizar quando enfrenta novos desafios causados por ameaças externas, aumentando sintomas e defesas caracterologicas em vez de fortalecer o eu. Tais ameaças tendem a ser hiperdimensionadas causando ansiedade catastrófica ou desvalorizadas, dependendo da estrutura de caráter. Quando a personalidade usa mecanismos de defesa do ego baseados na negação, dissociação e projeção, tende à criação de cenários falsos ou precários que acabam por preservar a insegurança levando à reatividade emocional.

Como a percepção de segurança está sempre sujeita à reavaliação, dependendo das variações das condições externas, aqueles cujas barreiras de contato não permitem que alcancem os recursos internos tendem a reagir com agressão (contra-ataque). Outras formas de defesa são a racionalização e simplesmente ignorar a importância da situação real. Aqui há uma tendência ao colapso emocional. Estas defesas caracterologicas podem preservar um certo equilíbrio emocional porém não ajudam a encontrar novas forças que progressivamente modificam para melhor a relação com o ambiente externo. Viver assim é o mesmo que viver num labirinto emocional do qual nunca se consegue sair.

Se fossemos livres de couraças sentiríamos a força de nossos instintos mais primitivos, (geralmente subjugados pelo medo de sofrimentos inconscientes) e seríamos capazes de acessar recursos corporais para o enfrentamento de crises e dificuldades. As defesas dissociativas, que são empregadas desde a mais tenra infância, em graus variados, separam emoções, sensações corporais, impulsos e desejos criando bloqueios que igualmente nos afastam do poder inerente ao corpo de prover soluções, fazendo com que a percepção de êxito seja capaz de nos gerar autoconfiança. A percepção de êxito cada vez mais difusa e distante nos torna mais dependentes e inseguros.

Ativar a energia das sete emoções básicas através da dissolução dos bloqueios que lhe são impostos abre os canais associativos, gerando uma força de enfrentamento. Raiva, medo, tristeza, alegria, nojo, sexualidade e vergonha, quando desbloqueadas, parcial ou integralmente, libertam o potencial de enfrentamento que depende da integração consciente entre essas emoções.

Essas capacidades se desenvolvem a partir do reconhecimento objetivo das situações críticas e do acesso ao mundo emocional que gentilmente vai revelando novas interpretações dos fatos e da nossa capacidade de enfrentar.

Ninguém se sente forte ou fraco o tempo todo. Podemos sim, estar dissociados a maior parte do tempo achando que estamos enfrentando bem a realidade. É preciso aceitar que nosso equilíbrio é produzido através do contato com as próprias oscilações emocionais.

Tensões musculares crônicas ou agudas, hipotonias e atitudes caracterologicas, quando devidamente trabalhados, nos ajudam a encontrar novas forças que progressivamente modificam o olhar sobre a ameaça. Se não nos mantemos vivos e abertos emocionalmente, estacionamos em algum ponto obscuro em nossa jornada entre a ignorância e a sabedoria.

Só sentimos autoconfiança quando podemos ter uma percepção integral de nós mesmos no corpo. Através do resgate dessa percepção que é sentida como fluir e pulsar, nos conectamos com a vida viva em nós e despertamos suas qualidades mais positivas. Calma, criatividade, amor compassivo e outras são qualidades que nos fazem sentir vivos e confiantes. Estão disponíveis no fundo sem fundo de nós mesmos e podem ser acessados por uma busca no interior de si mesmo. A falta desta conexão nos deixa a todos debilitados fazendo com que nossa experiência pela existência seja pobre de sentidos. Já o contrário enche de alegria nossos movimentos pelo vida.

Quando: quinta-feira, 21/05
Onde: @somaticapsicoterapia no Instagram
Horário: 11h

Aula gratuita: sobre o entrelaçamento da vergonha oculta na formação da personalidade

Está disponível online uma aula gratuita,  com o tema “Sobre o entrelaçamento da vergonha oculta na formação da personalidade”, com o psicólogo Antonio Ricardo Teixeira.

A série de aulas faz parte do Seminário que será realizado em Brasília, em data a ser definida – Como superar a vergonha através de estratégias clínicas com EMDR e Psicoterapia Corporal. 

ESSA AULA É PARA VOCÊ…

Atua como terapeuta, psicólogo, psiquiatra, psicoterapeuta e que busca melhorar sua autoconfiança e o seu desempenho como profissional da saúde.

Deseja conhecer ou aprimorar seus conhecimentos através dos recursos técnicos da Psicoterapia Corporal (Reichiana) e do EMDR – Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares.

Conteúdo:

  • Sobre o entrelaçamento da vergonha oculta na formação da personalidade.
  • Duração: 40 minutos.

FACILITADOR: Antonio Ricardo Teixeira é Psicólogo Clínico, Psicoterapeuta e diretor da Somática Psicoterapia Corporal Integrativa (Brasília-DF)

Clique abaixo para assistir: 

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Como você reage ao perigo?

Diante de uma situação nova nosso cérebro tende a despertar medo pois a situação exige reorientação e reposicionamento. O medo traz incertezas e angústias pois dessa forma seremos obrigados a seguir os planos da seleção natural que é a sobrevivência da espécie e buscar saídas para o problema real que nos aflige.

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Mulheres sem vergonha

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A vergonha é um dos sentimentos mais poderosos e centrais no nosso funcionamento psíquico. Há evidências de que a vergonha está presente em nossa vida desde bebês pois seu mecanismo neurofisiológico tem relação com a interrupção do prazer. Afeta igualmente homens e mulheres podendo trazer um sofrimento devastador e persistente enfraquecendo a autoconfiança e a capacidade de se expressar no mundo. Atinge profundamente a percepção do “eu” podendo associar-se a humilhação, inferioridade, desvalorização e desprezo por si mesmo. Associa-se também ao lugar social em que se pode encontrar. Miséria, pobreza, escassez de recursos e falta de acesso à educação, podem ou não ser percebidos como motivo de vergonha. Uma pessoa pode não se sentir digna de apreço porque é pobre enquanto outra não se importa com isso pois vê na sua condição algo natural ou um estímulo para seguir se desenvolvendo.

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Autoavaliação da vergonha: faça o teste

Atribua uma nota de 0 a 5 para cada questão considerando os seguintes critérios: 1-nunca; 2-raramente; 3-às vezes; 4-quase sempre; 5- sempre.

Se quiser, considere as questões aplicadas a diferentes situações. Por exemplo: no trabalho, na escola ou faculdade. No relacionamento com amigos. Nas relações com familiares ou mais íntimas de cunho afetivo e/ou sexual. Talvez você encontre resultados diferentes.

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Seminários 2019: Vergonha, culpa e trauma: estratégias clínicas com EMDR e Psicoterapia Corporal

Já estamos iniciando as divulgações dos Seminários 2019 “Vergonha, culpa e trauma: estratégias clínicas com EMDR e Psicoterapia Corporal ” – teórico e prático. 
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Psicoterapia Corporal – Seminários Teóricos e Estratégias Clínicas (2019)

Ano que vem (2019) realizaremos seminários (presenciais) Teóricos e Estratégias Clínicas de Psicoterapia Corporal. Os eventos são voltados para médicos, psicólogos, profissionais de saúde, estudantes e demais interessados. A coordenação é do psicólogo e psicoterapeuta A. Ricardo Teixeira. Confira as datas da primeira fase:

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